Uma cara redonda onde há muito se perdeu o brilho e a beleza de outrora.
Com olhos indolentes olha para qualquer coisa que só ela vê.
Uma ruga profunda desenha-lhe um sulco na face ,por onde uma lágrima teimosa, que desponta duns olhos há muito sem vida, desliza com a suavidade duma caricia e vai descansar nas bochechas encovadas... são no seu conjunto elementos de uma profunda tristeza.
Os fios de cabelo, outrora, de uma rara beleza, descansam sobre os ombros. Puxa-os para trás, com um gesto cansado, mas que esconde, ainda, a sensualidade de outrora. Com indolência rebelde teimam em permanecer soltos, descansados sobre os ombros...
Uma vida que teima em não fazer parte desta vida e que a cada dia caminha para o abismo.
Já tanto faz.
De uma tristeza poética maravilhosa!
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